Vida e obra

A Vida de Edmundo Cruz
Edmundo Cruz nasceu em Lisboa no dia 28 de Fevereiro de 1928. Não é um pintor português qualquer, foi também inventor e engenheiro de máquinas da marinha mercante portuguesa. Nasceu e cresceu em Portugal mas foi na sua juventude que esteve em vários continentes. Entrou para a Escola Nautica para o curso de Engenheiro de Maquinista Naval, que terminou quando tinha 20 anos.
Edmundo Cruz também foi inventor, pois criou a máquina que hoje em dia permite fazer a estampagem de tecidos simultaneamente dos dois lados, na vertical. Depois de ceder a patente nos anos 70 a uma empresa britânica viajou um pouco por todo o mundo para coordenar a montagem dessa mesma máquina em diversas fábricas. Chegou a morar alguns anos na Rodésia, onde fez a gestão de uma empresa de estampagem de tecidos, onde também integrou a equipa de desenhadores texteis. Ao mesmo tempo trabalhou para grandes revistas de referência da altura. Foi nesse país que deu as primeiras pinceladas a nível profissional, já que realizou algumas exposições e ganhou o primeiro de muitos prémios na sua carreira. A arte de transformar telas brancas em grandes obras de arte acompanhou-o desde sempre.
Mesmo quando regressou nessa época a Portugal, mesmo antes do 25 de Abril, nunca deixou de ter presença um pouco por todo o mundo, com obras espalhadas em diversos países. Os quadros de Edmundo Cruz eram habituais em grandes galerias como Eleonor Holmegreen e Robert Havens na Califórnia. Com o avançar dos anos e com o número crescente de quadros, Edmundo Cruz passou a ser presença habitual em colecções privadas e actualmente integra colecções em diversos museus, mas também privadas em países como Brasil, Bélgica, Canadá, Holanda, Estados Unidos da América e Itália.
É impossível fazer o levantamento do número de exposições que Edmundo Cruz fez ao longo da sua carreira. Hoje, em 2012, Edmundo Cruz é uma referência para a cultura e a arte portuguesa. Tem o seu atelier em Sintra, onde recebe amigos, artistas e apreciadores de arte com regularidade. Aos 84 anos continua a sua actividade com a mesma força e vivacidade com que habituou quem segue e seguiu a sua carreira. Os amigos traçam-lhe uma personalidade alegre, atenta ao mundo que o rodeia e sempre com novas ideias. O carinho e a amizade que marcam cada inauguração é a prova de que antes de ser artista, de ter sido inventor, de ter sido marinheiro é um homem que construiu um “império” de amizades e de afectos à volta da sua arte. Actualmente, ao lado da sua mulher, conta com 11 netos e dois bisnetos.

Jantar dos 80 anos de Edmundo Cruz com toda a família (2008).

A Obra
As pinceladas com cores fortes e a expressão das personagens que estão nos seus quadros são algumas das características da pintura de Edmundo Cruz. Preferindo o óleo sobre tela, o pintor tem uma vasta obra também na aguarela que lhe mereceu vários prémios. A figura humana é um dos motivos mais usados pelo artista, não esquecendo as paisagens por onde passa. Sintra conhece muito bem a pintura de Edmundo Cruz: as suas cores, a suas ruas e os seus palácios. Apaixonado pelo Alentejo português, Edmundo Cruz passa várias temporadas nas planícies alentejanas a fotografas a vida e a natureza dessa região. Vários são os quadros que ganham a cor do Alentejo, as suas ceifeiras e mesmo o seu mar da Costa Vicentina. Como marinheiro que foi, Edmundo Cruz não esquece a vida marítima. Os pescadores, os barcos e as marinhas servem de base para várias telas. Os animais também ganham vida nos seus quadros, os patos, os cães e os cavalos aparecem em diversas paisagens.
Cores fortes e pinceladas aguerridas marcam cada expressão, cada detalhes das obras que nos apresenta. A sua pintura é inconfundível pelas cores, os liláses, os amarelos e os laranjas.
Ensino
O caminho académico começou ainda em Lisboa, quando Edmundo Cruz entrou na Escola de Arte António Arroio, onde conviveu e aprendeu com o Professor Celestino Alves, o Arquitecto Frederico Jorge e os Mestres Rodrigues Alves e Falcão Trigoso. 

Edmundo Cruz num jogo na Escola de Arte António Arroio, cerca do ano de 1946. O Edmundo é o quarto, em pé, a contar do lado esquerdo.

Mais tarde, aperfeiçoou a técnica na American Famous Art School, em Connecticut, nos Estados Unidos da America. Versado na arte têxtil (estamparia e tapeçaria) na África do Sul, trabalhou igualmente como ilustrador para os melhores magazines desse País, como são os exemplos de Femina, Personality, Scop e The Star.
Prémios
Aqui ficam alguns dos prémios que já recebeu, ficando muito por dizer, muito por contar e pinceladas por mostrar.
Meikles – África do Sul
Montepio Geral – VIII Salão de Arte – Núcleo Ferreira Borges
2º Prémio “Aguarela” – XIII Salão do Ribatejo.
Quimigal – IX Salão de Arte – Núcleo Ferreira Borges
XIV Salão de Motivos Ribatejanos.
1º Prémio Aguarela – Comp. Seguros O Trabalho
XI Salão de Arte – Núcleo Ferreira Borges.
1º Prémio Aguarela – Governo Civil de Lisboa.
Medalha de Ouro XII Salão de Arte – Núcleo Ferreira Borges.
Prémio Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Concelho do Rio Maior – I Salão de Arte de Almoster.
1º. Prémio Óleo-“Toiros e Festa Brava”-Câmara Mun. de Salvaterra de Magos.
1º. Prémio Aguarela – “Banco Esp. Santo”XIII Salão de Arte – Núcleo F. Borges.
Agraciado com a Medalha de Mérito Municipal da Câmara se Sintra.
1º. Prémio Motivos Ribatejanos.
Óscar della Cultura 2001 – Ass. Centro Storico – Firenze – Itália.
1º Prémio 2002, Academia Universal, António Canova – Palinuro – Itália.
2001 – Agraciado com a Medalha de Prata Mérito Municipal de Sintra
2003 – Agraciado com a Medalha de Mérito Municipal de Sintra – 1º Grau – Ouro.
2004 – Prémio da Academia Italiana “ Gli Etruschi” – Livorno – Itália. ( Iª Rassegna Arti Figurative).
2010 – Prémio de Honra– Motivos Ribatejanos